Você colocou a ração no potinho, chamou seu cachorro e… ele nem se mexe. Fica ali, parado, sem interesse nenhum pela comida. Se você já passou por essa situação, sabe como pode ser preocupante ver seu peludinho perder o apetite. Afinal, a hora da refeição costuma ser um dos momentos mais esperados por muitos cães.
Quando o cachorro não quer comer, há vários motivos possíveis. Às vezes, a explicação está no calor, no estresse, em uma mudança de rotina ou na própria alimentação. Em outros casos, a recusa pode ser um sinal de dor, náusea, problema dentário, alteração gastrointestinal ou outra condição que precisa de avaliação veterinária.
Por isso, o mais útil não é apenas tentar “abrir o apetite”, mas observar o que mudou, há quanto tempo o cão está comendo menos e quais outros sinais aparecem junto. Neste guia, você vai entender as causas mais comuns, o que pode fazer com segurança em casa e quando não vale a pena esperar.
Por que o cachorro não quer comer?
A falta de apetite pode acontecer por fatores comportamentais, ambientais, alimentares ou clínicos. Antes de pensar em uma causa isolada, observe se o seu AUmigo perdeu totalmente o interesse pela comida ou se ele se aproxima do pote, demonstra vontade de comer e desiste quando tenta mastigar ou engolir.
Antes de tudo: ele perdeu o apetite ou quer comer e não consegue?
Essa diferença é importante. A VCA Animal Hospitals explica a diferença entre anorexia verdadeira e pseudo-anorexia em cães. Na primeira, o animal realmente perde o interesse pela comida. Na segunda, ele pode até sentir fome, mas tem dificuldade para pegar, mastigar ou engolir o alimento.
Se o cachorro vai até o pote, tenta comer e recua, mastiga de um lado só, deixa a ração cair, baba mais que o normal, demonstra dor ao abrir a boca ou parece ter dificuldade para engolir, não trate o comportamento como simples “frescura”. Alterações na boca, dentes, mandíbula, garganta ou esôfago podem interferir na alimentação e precisam ser investigadas.
1. Alto nível de estresse
Sim, os cachorros também podem ficar estressados. Mudanças no ambiente, como uma viagem, a chegada de um novo pet, obras, visitas, barulhos diferentes ou até uma mudança de casa podem deixar o cão mais tenso e reduzir temporariamente o interesse pela comida.
Nessa situação, mantenha a rotina o mais previsível possível, ofereça a refeição em um local tranquilo e observe se o apetite melhora quando o ambiente volta ao normal. Carinho e companhia ajudam no bem-estar, mas não devem substituir uma avaliação quando a recusa persiste ou vem acompanhada de outros sinais.
Isso também vale para um cachorro que acabou de ser adotado ou chegou recentemente a uma casa nova. Nas primeiras refeições, ele pode estar mais atento aos cheiros, pessoas, outros animais e ruídos do ambiente do que ao pote.
Ofereça previsibilidade, evite cercá-lo enquanto come e observe a evolução. Se ele recusar todas as opções que normalmente seriam atraentes, ficar prostrado ou apresentar vômito, diarreia, dor ou outro sinal físico, não atribua tudo à adaptação.

2. Clima muito quente
Os dias muito quentes podem deixar alguns cães mais quietos e menos interessados na refeição. Se o clima estiver pesado, ofereça a alimentação nos horários mais frescos do dia e mantenha água limpa e fresca sempre disponível.
O calor, porém, não deve ser usado para explicar qualquer perda de apetite. Prostração intensa, dificuldade para respirar, vômitos, fraqueza ou piora rápida do estado geral exigem atenção veterinária, especialmente em animais mais sensíveis ao calor.
3. Ansiedade
Cachorros com ansiedade também podem comer menos. Barulhos altos, separação prolongada dos tutores, mudanças na rotina ou situações novas podem gerar inquietação e interferir no apetite.
Além de recusar a comida, o peludinho pode ficar mais agitado, vocalizar, destruir objetos, buscar atenção de forma diferente ou apresentar outros comportamentos fora do padrão.
O ponto principal é comparar com a rotina habitual dele: uma mudança repentina merece mais atenção do que um comportamento alimentar que sempre foi estável e conhecido.
4. Luto, medo e outras mudanças emocionais
A perda de um companheiro animal ou humano, alterações bruscas na casa, redução de atividades e eventos que provoquem medo podem mudar o comportamento alimentar. Em vez de concluir sozinho que o cão está “deprimido”, observe o conjunto: sono, disposição, interação, interesse por passeios, brincadeiras e alimentação.
Se a mudança comportamental for importante ou persistente, vale conversar com o médico-veterinário. Alterações emocionais e doenças físicas podem produzir sinais parecidos, e a avaliação ajuda a não deixar passar uma causa clínica.
5. Doenças, dor ou desconforto
Se o seu cachorro está doente, a falta de apetite pode aparecer junto com vários outros sinais. Problemas gastrointestinais, infecções, alterações metabólicas, dor, doenças da boca e dos dentes e outras condições podem reduzir a ingestão de alimento.
Conheça também algumas das doenças comuns em cachorros, sem usar uma lista genérica como forma de autodiagnóstico.
O Merck Veterinary Manual inclui perda de apetite, vômito, diarreia, dor abdominal, desidratação e perda de peso entre sinais possíveis de alterações digestivas. Se o seu CÃOpanheiro não come e também apresenta um desses sinais, a investigação veterinária ganha ainda mais importância.
Se você suspeita que ele está evitando a comida porque sente desconforto, veja também os sinais de que o cachorro pode estar com dor.
6. Ele recusa aquela comida, mas aceita outras
Alguns cães são seletivos ou aprendem que, ao recusar a ração, podem receber algo mais atraente depois. Por isso, existe diferença entre o cachorro que não quer aquela comida e o cachorro que não quer comer nada.
Se ele ignora a ração, mas corre para petiscos, comida da mesa ou outro alimento muito palatável, observe o manejo da rotina. Muitos extras entre as refeições diminuem a fome e podem reforçar a seletividade. Ainda assim, uma recusa que surgiu de repente merece atenção, principalmente se o cão antes comia normalmente.
A textura também oferece uma pista útil, sem fechar diagnóstico. Se o cão rejeita alimento seco e duro, mas aceita algo macio, isso pode acontecer por preferência, porém também pode ocorrer quando mastigar provoca desconforto. Da mesma forma, aceitar um petisco muito cheiroso não prova que ele esteja saudável.
O que pesa mais é a mudança em relação ao padrão habitual e a presença de sinais como salivação excessiva, mau hálito muito diferente, dificuldade para pegar o alimento, alimento caindo da boca ou dor ao mastigar.

7. Mudanças na alimentação
Mudanças bruscas na alimentação também podem estar por trás da recusa. Se você trocou a ração, mudou a textura, passou do alimento seco para o úmido ou introduziu novos itens, o cão pode estranhar cheiro, sabor e consistência.
Quando a troca é necessária e o animal está saudável, a transição costuma ser feita de forma gradual. A WSAVA reúne diretrizes e materiais de avaliação nutricional para cães e gatos. Em animais com doença, alergia suspeita, dieta terapêutica ou histórico gastrointestinal, a mudança deve seguir a orientação do veterinário.
8. Ele está usando algum medicamento
Alguns medicamentos podem interferir no apetite, causar náusea ou mudar o comportamento alimentar. Se o seu peludinho está em tratamento e começou a recusar comida, anote quando o sintoma começou e informe ao profissional que prescreveu o medicamento.
Não suspenda, troque ou ajuste a dose por conta própria. A perda de apetite pode ser um efeito adverso, uma manifestação da própria doença ou uma combinação de fatores. A decisão de alterar o tratamento é do médico-veterinário responsável.
9. Alergia, intolerância ou desconforto após comer
Cães podem apresentar reações adversas a alimentos, mas a falta de apetite isolada não confirma alergia alimentar. Coceira, alterações de pele e sinais digestivos podem fazer parte do quadro, porém existem várias outras causas possíveis.
Por isso, não é indicado trocar diretamente para uma ração hipoalergênica apenas porque o cachorro recusou uma refeição. Dietas de eliminação e alimentos terapêuticos fazem mais sentido quando existe uma suspeita clínica e acompanhamento veterinário.
10. Problemas no alimento, armazenamento ou rotina do pote
Antes de concluir que o cachorro “enjoou”, confira pontos simples: prazo de validade, integridade da embalagem, cheiro, textura, presença de umidade ou insetos e forma de armazenamento indicada pelo fabricante. Um alimento alterado ou mal conservado pode perder palatabilidade e não deve ser oferecido.
Também observe o comedouro e o local da refeição. Pote sujo, ambiente barulhento, disputa com outro animal ou passagem intensa de pessoas podem tornar a experiência desconfortável. Ajustar o manejo faz sentido quando o cão está ativo e sem sinais de doença.
O que fazer quando o cachorro não quer comer?
Se o seu cachorro está sem apetite, comece observando o estado geral antes de tentar novos alimentos. A pergunta principal é: ele apenas deixou uma refeição ou está diferente do normal? Essa comparação ajuda a decidir se existe espaço para pequenos ajustes na rotina ou se é melhor procurar atendimento.
Observe quando a recusa começou
Anote a última refeição em que ele comeu normalmente e se passou a comer menos de forma gradual ou parou de repente. Essa informação é útil para o veterinário e ajuda você a perceber se a situação está realmente melhorando ou apenas se prolongando.
Veja se ele rejeita tudo ou somente a ração
Um cachorro que rejeita a ração, mas aceita petiscos, pode estar seletivo — embora isso não elimine totalmente uma causa clínica. Já o cão que recusa ração, alimento úmido, petiscos e até itens que normalmente adora merece atenção maior.
Cheque água, vômito, fezes e comportamento
Observe se ele está bebendo normalmente, urinando, evacuando e mantendo disposição. Vômito, diarreia em cachorro, fraqueza, dor, febre, dificuldade para respirar ou mudança intensa de comportamento mudam a prioridade do caso.
Revise o que mudou nas últimas horas ou dias
Pense em troca de ração, petiscos novos, acesso ao lixo, planta ou objeto mastigado, vacinação recente, medicamento, viagem, visita, mudança de casa, calor intenso e contato com alimentos diferentes.
Não é para fechar um diagnóstico em casa, mas para entregar uma história mais completa ao profissional se a avaliação for necessária.

Como interpretar os sinais que aparecem junto da falta de apetite?
A falta de apetite ganha significados diferentes conforme o que acontece ao mesmo tempo. O objetivo desta leitura não é descobrir a doença em casa, mas reconhecer quais cenários permitem observação cuidadosa e quais diminuem a margem para esperar.
| Cenário observado | O que essa observação muda | Próximo passo mais seguro |
|---|---|---|
| Recusa a ração, mas aceita petiscos | Pode haver seletividade, excesso de extras ou preferência de textura, mas uma mudança súbita ainda merece atenção. | Reveja petiscos e rotina; se a mudança persistir ou houver outros sinais, procure avaliação. |
| Vai ao pote, tenta comer e desiste | Aumenta a suspeita de dificuldade para pegar, mastigar ou engolir. | Observe boca, salivação e comportamento sem forçar a abertura da boca; procure o veterinário. |
| Recusa ração, alimento úmido e petiscos | A recusa é mais ampla e se aproxima de perda real de apetite. | Dê mais peso ao estado geral e à duração; não prolongue testes caseiros se não houver melhora. |
| Só bebe água e também vomita | Vômitos repetidos aumentam a preocupação com desidratação e doença gastrointestinal ou sistêmica. | Procure orientação veterinária, especialmente se o vômito se repetir ou houver fraqueza, dor ou barriga distendida. |
| Não come e está com diarreia | Dois sinais juntos aumentam a necessidade de observar hidratação, frequência, sangue e disposição. | Use a página específica de diarreia para detalhes e procure atendimento se houver piora, repetição ou abatimento. |
| Não come e está muito quieto, fraco ou com dor | O problema deixa de parecer apenas alimentar ou comportamental. | Priorize avaliação veterinária. |
| Há chance de ter engolido objeto, medicamento ou substância tóxica | Existe risco que não pode ser descartado apenas porque o cão ainda bebe água ou parece estável. | Busque orientação profissional imediatamente e informe o que pode ter sido ingerido. |
Perceba que nenhum sinal isolado funciona como diagnóstico. O valor está no conjunto: o que o cachorro recusou, o que ainda aceita, como está a água, se consegue mastigar, se houve vômito ou diarreia, se o comportamento mudou e se existe uma exposição conhecida a objeto ou substância de risco.
Quando o cachorro sem apetite precisa de avaliação veterinária?
A perda de apetite é um sinal inespecífico: pode acompanhar situações leves, mas também doenças importantes. A recomendação mais segura é considerar não apenas o tempo sem comer, e sim idade, histórico de saúde, intensidade da recusa e sintomas associados. A própria VCA orienta que mudanças no padrão alimentar sejam levadas a sério e investigadas precocemente.
- procure atendimento mais rápido se o cachorro estiver muito abatido, fraco ou não conseguir se manter em pé;
- não espere se houver vômitos repetidos, diarreia importante, sangue, barriga distendida ou dor abdominal;
- busque avaliação se ele demonstrar dor para mastigar, engolir ou abrir a boca;
- procure ajuda diante de dificuldade para respirar, desmaio, convulsão ou piora rápida;
- se houver suspeita de ingestão de objeto, medicamento, produto de limpeza, planta ou alimento tóxico, trate como situação que exige orientação profissional imediata;
- filhotes, cães idosos e animais com doenças crônicas merecem limiar mais baixo para avaliação, porque podem descompensar mais rapidamente;
- se houver suspeita de febre, veja os sinais e cuidados explicados no conteúdo sobre cachorro com febre.
Não espere aparecer uma lista completa de sintomas. Se você conhece bem seu doguinho e percebe uma mudança relevante e persistente no padrão dele, essa percepção já é uma informação importante para compartilhar com o veterinário.
Quanto tempo esperar quando o cachorro não quer comer?
Não existe um número de horas que seja seguro para todos os cães. Uma refeição isolada recusada por um adulto que segue ativo, bebe água normalmente e não apresenta nenhum outro sinal é diferente de uma recusa completa em um filhote, idoso, animal doente ou cachorro que também está vomitando, com dor ou muito abatido.
Por isso, evite transformar “24 horas” ou “48 horas” em uma regra doméstica automática. A VCA recomenda levar a sério a diminuição do apetite e da ingestão de alimento, porque esses sinais podem acompanhar condições relevantes.
Quanto mais completa for a recusa e quanto mais diferente o cachorro estiver do comportamento normal, menor deve ser a tolerância para apenas observar.
Na prática, o tutor deve acompanhar tendência, não apenas relógio. Se o cachorro começa a aceitar pequenas porções e recupera disposição, isso é diferente de um quadro em que passa cada refeição comendo menos, deixa de aceitar até alimentos favoritos ou desenvolve novos sintomas.
Se houver dúvida sobre o tempo adequado para aquele animal específico, a orientação do veterinário é mais segura do que esperar um prazo genérico encontrado na internet.
Filhote ou cachorro idoso sem comer exige mais atenção?
Sim. A mesma recusa alimentar pode ter impactos diferentes conforme a fase de vida e as condições de saúde. Filhotes têm necessidades energéticas próprias do crescimento e podem apresentar alterações rápidas; cães idosos têm maior chance de conviver com doenças crônicas, problemas dentários, dor e uso contínuo de medicamentos.
Por isso, se um filhote ou um cachorro idoso deixa de comer de forma súbita, não use apenas a regra de “esperar para ver”. Observe hidratação, disposição, vômitos, fezes, dor e comportamento e procure orientação veterinária mais cedo, principalmente quando o animal já possui diagnóstico prévio ou faz tratamento contínuo.
E se o cachorro não quiser comer e só beber água?
Beber água não significa que está tudo bem. Um cão pode continuar hidratando-se mesmo com náusea, dor, infecção ou outra alteração que reduza o apetite. Também importa perceber quanto ele está bebendo: sede claramente aumentada pode ser outro sinal relevante.
Se você percebeu que seu cachorro passou a beber muito mais água do que o habitual, veja o conteúdo específico sobre polidipsia e aumento da ingestão de água. Nesta página, o foco continua sendo a perda de apetite; a investigação da sede excessiva merece avaliação própria.
Se, além de não comer e beber água, o cachorro estiver vomitando, a prioridade aumenta. Vomitar repetidamente pode dificultar a manutenção da hidratação mesmo quando ele procura o pote.
Não tente compensar oferecendo grandes volumes de água de uma vez nem force comida: registre quantas vezes vomitou, a aparência do conteúdo, se há sangue, dor, barriga distendida ou tentativa de vomitar sem produzir conteúdo e procure orientação veterinária.
O que não fazer para tentar abrir o apetite do cachorro?
Quando bate a preocupação, é tentador testar receitas, remédios, suplementos ou alimentos muito diferentes para fazer o pet comer de qualquer jeito. Só que algumas tentativas podem mascarar sintomas, piorar o estômago ou até oferecer risco.
- não dê medicamento humano ou veterinário por conta própria;
- não use estimulante de apetite sem prescrição;
- não force grandes quantidades de comida na boca e não use seringa sem orientação profissional;
- não troque de ração repetidamente a cada refeição recusada;
- não tente compensar a alimentação com salsicha, alimentos muito gordurosos, temperados ou comida inadequada para cães;
- não suspenda um medicamento prescrito sem falar com o veterinário;
- não use a melhora temporária após um petisco como prova de que não existe problema de saúde.
O Conselho Federal de Medicina Veterinária alerta para os riscos de tratamentos caseiros sem comprovação. Em saúde animal, “funcionou para outro cachorro” não é um critério seguro para repetir a conduta.
Como o veterinário investiga a falta de apetite?
A investigação começa pela história do animal e pelo exame físico. O profissional pode perguntar quando a recusa começou, o que o cachorro costuma comer, se houve troca de alimento, quais medicamentos usa, se teve acesso a objetos ou substâncias diferentes e quais outros sinais apareceram.
Também é importante avaliar boca e dentes, hidratação, dor, abdômen, temperatura e condição geral. Dependendo do caso, podem ser indicados exames laboratoriais e de imagem.
A VCA cita hemograma, perfil bioquímico, eletrólitos, radiografias e ultrassonografia entre os recursos que podem ser escolhidos conforme o histórico e os achados do exame clínico — não como uma bateria obrigatória para todo cachorro sem apetite.
Esse é justamente o motivo para evitar adivinhar a causa em casa: o mesmo sinal pode aparecer em situações completamente diferentes, e o tratamento depende do diagnóstico.
O que vale anotar antes de falar com o veterinário?
Uma história bem organizada ajuda o profissional a entender a sequência do quadro. A VCA destaca que a investigação começa por um histórico detalhado e pelo exame físico. Em vez de chegar apenas com “ele não está comendo”, tente reunir fatos simples e observáveis.
- última refeição normal: quando comeu a quantidade habitual pela última vez;
- o que ainda aceita: ração, alimento úmido, petisco, comida macia ou nada;
- água: se está bebendo menos, igual ou aparentemente mais do que o normal;
- vômito e fezes: frequência, consistência, presença de sangue e mudanças importantes;
- comportamento: disposição, sono, interesse por passeio, postura corporal e sinais de dor;
- medicamentos e suplementos: nomes, horários e quando foram iniciados ou alterados;
- mudanças recentes: ração nova, petisco novo, viagem, adoção, mudança de casa, vacinação, calor intenso ou evento estressante;
- possíveis acessos indevidos: lixo, ossos, brinquedos, tecidos, plantas, produtos de limpeza, medicamentos humanos ou outros objetos;
- peso e condição corporal: se percebeu emagrecimento recente ou perda de massa ao longo das semanas.
Fotos do vômito ou das fezes e um vídeo curto mostrando dificuldade para mastigar, engolir ou se aproximar do pote podem ajudar a descrever o que você observou, desde que registrar isso não atrase a procura por atendimento em uma situação urgente.
Como ajudar o cachorro a retomar a rotina de alimentação?
Se o cão está ativo, sem sinais de alerta e a situação parece ligada a uma mudança leve de rotina ou alimentação, alguns cuidados simples podem tornar a refeição mais confortável. A ideia é facilitar a rotina sem mascarar sintomas nem inventar tratamentos.
- mantenha água fresca disponível;
- ofereça a refeição em local calmo, limpo e sem disputa com outros animais;
- evite excesso de petiscos e comida fora de hora;
- confira validade, conservação e orientação do fabricante para o alimento;
- mantenha horários relativamente previsíveis;
- se o cão já consome aquele alimento normalmente, aquecê-lo levemente ou umedecê-lo pode aumentar o aroma, desde que isso seja compatível com a dieta dele;
- se uma troca de alimento for necessária, faça a adaptação gradualmente, salvo orientação veterinária diferente.
Evite transformar cada recusa em um “buffet” com várias opções sucessivas. Além de dificultar a leitura do que realmente está acontecendo, oferecer algo cada vez mais palatável pode reforçar seletividade em alguns cães.
Se o animal precisa de dieta terapêutica, tem histórico de pancreatite, alergia suspeita, doença renal, diabetes ou outra condição acompanhada por veterinário, não acrescente ingredientes, caldos, molhos ou petiscos sem verificar se são compatíveis com o plano alimentar.
Se essas medidas não forem suficientes ou se o comportamento alimentar continuar diferente, não transforme a rotina em uma sequência de testes. O próximo passo é descobrir a causa com ajuda profissional.
Fique de olho no seu filho de quatro patas, compare com o comportamento habitual e não banalize uma recusa que apareceu de repente. Quando existe dúvida sobre saúde, uma avaliação veterinária é mais segura do que tentar compensar a falta de apetite com petiscos, suplementos ou medicamentos.
E, se a questão for apenas variar a rotina alimentar de um cão saudável, confira também as frutas que cachorro pode comer e veja quais opções fazem sentido para o seu AUmigo.
Como tornar a refeição mais prática e interessante para o cachorro?
Depois de descartar uma causa de saúde, alguns acessórios podem deixar a rotina de alimentação mais organizada ou estimulante. Eles não tratam perda de apetite e não substituem avaliação veterinária quando o cão está recusando comida por mal-estar.
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Excelente conteúdo, me ajudou bastante.
Obrigada.
Meu amigo pet só cone co. Sua vitamina p abrir apetite.come carne moída com ração
Um cachorro hotvalle. Remedio verme em dia, vacinas em dia
Meu cachorro so cheira ração e so come quando realmente bate a fome , e percebo que ele ta comendo ração somente 1x ao dia , mas ao decorrer do dia eu dou pedaço de pão não grande mas dou e ele come , depois fica pedindo mas , será que e por isso que não quer mas comer ração?
Oi! 🐶 É bem comum os cães ficarem mais seletivos quando recebem petiscos ou alimentos diferentes durante o dia. Isso acontece porque eles acabam preferindo o sabor do pão (ou outros agrados) e deixam a ração em segundo plano.
O ideal é oferecer a ração nos horários definidos e evitar dar pão ou outros alimentos fora disso, pois além de tirar a fome, o pão não tem os nutrientes que o cão precisa diariamente. Caso queira variar, existem petiscos próprios para cães ou até a possibilidade de misturar um pouco de comida úmida própria para pets junto à ração, para deixá-la mais atrativa.
Se ele continuar comendo apenas 1x ao dia mas estiver saudável, ativo e mantendo o peso, pode ser o jeito dele se alimentar mesmo. Mas se notar perda de peso, apatia ou qualquer mudança no comportamento, vale consultar o veterinário. 🐾💙
Omeu pet e não quer comer já dei de tudo e não quer.o que devo fazer?
Minha poodle tem aproximadamente 11anos, adotei- a de um resgate de rua. Há um ano ela recebeu um mordida de outro cão na coxa traseira, de uns 6 meses pra cá ela as x faz um movimento com a mandíbula parecendo cacoete. Há um mês fiquei internada por uma semana e deste então não come. Sua mandíbula inferior deu uma caída e seus dentinhos não estão na posição. Tenho feito e oferecido comida pastosa, mas tem 1 semana que ela rejeita. A única coisa q come é salsicha. Estou muito preocupada. Sou aposentada com pouco dinheiro
Sinto muito que sua poodle esteja passando por tudo isso 😔💛
Pelo que você descreveu — dificuldade para comer, mandíbula caída, dentinhos fora do lugar e perda de apetite — realmente parece algo que precisa ser avaliado por um veterinário o quanto antes. Esses sintomas podem ter várias causas diferentes, e só um profissional consegue dizer exatamente o que está acontecendo e qual é o tratamento certo.
Como somos um e-commerce de produtos pet, não podemos orientar diagnóstico ou medicação, mas recomendamos muito que você busque uma clínica pública, ONG ou atendimento social na sua região. Muitos lugares atendem com valores reduzidos ou até gratuitamente para casos urgentes.
O mais importante agora é ela não ficar sem se alimentar. Continue oferecendo alimentos mais pastosos e fáceis de lamber até conseguir o atendimento, mas evite salsicha porque acaba não sendo saudável para ela.
Torcendo pela sua pequena e pela sua recuperação também ❤️🐾
Se precisar de alguma orientação sobre nossos produtos, estou aqui!
Meus pets (7 e 6 anos) não comem ração. Comem carne, fígado, frango, sardinhas. Eles têm uma ótima saúde. Estão rejeitando a comida e só querem Sachet. Estão arranhando a parede. Será que eles entendem que vamos mudar e isso tá afetando?
É possível, sim, que a mudança na casa esteja afetando o apetite dos pets. Cães e gatos percebem alterações no ambiente antes mesmo de a mudança acontecer, e isso pode gerar estresse, seletividade alimentar e até comportamentos diferentes, como arranhar paredes.
Mas também é comum que, depois de comerem alimentos muito saborosos (carne, frango, fígado, sardinha), eles acabem recusando outras opções e preferindo apenas sachê.
Se o comportamento continuar por mais de 1 a 2 dias, ou se aparecerem outros sinais (vômito, diarreia, apatia ou dor na boca), é importante buscar orientação veterinária.
Minha cachorrinha tem 11 meses , tinha muito apetite,comia como uma leoa . De repente parou de comer , tá comendo bem pouquinho, aí resolvi molhar a ração e deixar amolecer um pouco aí comi tudo . Coco normal, tá brincando.
Olá.
Sua cachorrinha está bem (cocô normal e brincando), mas pode estar com sensibilidade na boca ou preferindo comida mais macia, já que come bem quando a ração está amolecida.
👉 Continue oferecendo a ração molinha por 2–3 dias.
👉 Observe a boca para ver se há dor.
👉 Procure o veterinário se parar de comer, vomitar, ficar apática ou se isso durar mais de 3–5 dias.
Estou muito preocupada com ela , não tenho condições de leva lá ao veterinário,tomou remédio de verme, tomou todas as vacinas .