cachorro deitado em cama
Saúde

Cachorro gripado: entenda os sintomas e como tratar!

A gripe é um problema que costuma incomodar os humanos de vez em quando, especialmente nos períodos de maior circulação de vírus respiratórios. E você sabia que os nossos amigos peludos também podem apresentar uma doença respiratória chamada influenza canina?

Um cachorro gripado pode ter tosse, espirros, secreção nasal, cansaço e redução do apetite, mas sinais parecidos também aparecem em outras doenças.

Por isso, é muito importante conhecer os sinais, entender o que realmente significa “gripe” em cachorro e saber quando procurar atendimento veterinário.

Neste guia, você vai encontrar orientações sobre sintomas, transmissão, diagnóstico, tratamento, cuidados em casa, prevenção e sinais de alerta, sem substituir a avaliação do médico-veterinário.

Continue a sua leitura e confira!

O que é gripe em cachorro e o que causa essa doença?

A gripe canina, ou influenza canina, é uma doença respiratória contagiosa causada por vírus influenza A adaptados a cães. Segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), a influenza canina se dissemina principalmente por secreções respiratórias e também pelo contato com superfícies contaminadas.

Apesar do nome popular, gripe canina não é exatamente a mesma coisa que “tosse dos canis”. A chamada tosse dos canis faz parte do complexo de doenças respiratórias infecciosas caninas e pode envolver diferentes agentes, como Bordetella bronchiseptica, vírus da parainfluenza, adenovírus e outros microrganismos.

A Cornell University College of Veterinary Medicine explica justamente que esse quadro respiratório pode ter várias causas.

Isso significa que a expressão “cachorro gripado” descreve bem aquilo que o tutor percebe — um cão tossindo, espirrando, abatido ou com o nariz escorrendo —, mas não permite descobrir sozinho qual agente está provocando os sintomas. A confirmação depende da avaliação veterinária e, em alguns casos, de testes específicos.

Então, é essencial ficar atento aos ambientes que seu peludo frequenta. Locais com muitos cães e contato próximo, como hospedagens, creches, abrigos, eventos e outros espaços de convivência, favorecem a transmissão de agentes respiratórios.

O contato com gotículas de um cão que tosse ou espirra e com objetos contaminados também pode participar da disseminação.

Filhotes, cães idosos e animais que já têm alguma condição de saúde merecem atenção redobrada quando apresentam sinais respiratórios.

Isso não significa que todo espirro seja grave, mas esses Matilheiros podem precisar de avaliação mais rápida se houver prostração, febre, redução importante do apetite ou alteração na respiração.

cachorro deitado em manta

Quais são os sintomas de um cachorro gripado?

Os sintomas respiratórios percebidos em um cachorro gripado podem lembrar um resfriado humano, mas é importante não fazer o diagnóstico apenas pela aparência. De acordo com o Manual MSD de Veterinária, tosse persistente é um dos achados frequentes na influenza canina, podendo aparecer junto de outros sinais.

  • Tosse seca ou persistente;
  • espirros;
  • secreção nasal ou nariz escorrendo;
  • secreção nos olhos ou olhos lacrimejando;
  • febre em alguns casos;
  • cansaço, fraqueza ou menor disposição;
  • redução do apetite.
cachorro com os olhos fechados

Nem todos os cães apresentam todos esses sinais. Além disso, tosse, secreção e prostração também podem ocorrer em outras infecções respiratórias, pneumonia, cinomose e doenças das vias aéreas.

Se a tosse do seu AUmigo parece um engasgo, vale complementar a leitura com o conteúdo sobre tosse de cachorro que parece engasgado.

Quando os sintomas deixam de parecer leves?

Dificuldade para respirar não deve ser tratada como um sintoma leve de gripe. Cães com esforço respiratório, respiração muito alterada, gengivas azuladas ou acinzentadas, desmaio, prostração intensa ou piora rápida precisam de atendimento veterinário com urgência.

O Manual MSD registra que alguns cães com influenza podem evoluir para pneumonia e infecção bacteriana secundária.

Se você percebeu que seu CÃOpanheiro está respirando de forma diferente, veja também as causas possíveis de cachorro com respiração ofegante. Esse conteúdo ajuda a entender outras situações, mas não deve atrasar uma consulta quando houver falta de ar.

cachorro com olhos lacrimejando

Se o cão estiver abatido ou quente ao toque, não tente concluir apenas pela sensação das mãos se há febre. A temperatura precisa ser avaliada corretamente. Confira também o nosso guia sobre como identificar e cuidar de cachorro com febre.

Como saber se é gripe canina, tosse dos canis ou outra doença?

Essa diferença não pode ser estabelecida com segurança apenas pela tosse ou pela coriza. Influenza canina, complexo respiratório infeccioso canino, pneumonia, cinomose e alterações não infecciosas podem compartilhar sinais. O caminho mais seguro é combinar histórico, exame físico e, quando necessário, exames complementares.

QuadroO que pode aparecerPor que exige avaliação
Influenza caninaTosse, espirros, secreção nasal ou ocular, febre, prostração e menor apetiteOs sinais se confundem com outras doenças respiratórias e podem evoluir com complicações
Complexo respiratório infeccioso canino, conhecido como tosse dos canisTosse seca e forte, secreção nasal, cansaço e redução do apetite em alguns cãesPode envolver diferentes vírus e bactérias; o tratamento depende do agente e da gravidade
Pneumonia ou complicação respiratóriaTosse associada a febre, prostração e dificuldade para respirarPode exigir exames de imagem, suporte intensivo e tratamento específico
Outras doençasTosse, secreção, febre ou alterações neurológicas e sistêmicas, dependendo da causaDoenças como cinomose e problemas das vias aéreas precisam de investigação própria

A tabela serve para organizar diferenças gerais, não para diagnosticar o pet em casa. Um cachorro pode apresentar mais de um problema ao mesmo tempo, e a gravidade costuma importar mais para a decisão imediata do que tentar acertar o nome da doença sem exame.

Como é feito o diagnóstico de um cachorro com suspeita de gripe?

Na consulta, o médico-veterinário avalia o histórico recente, os ambientes frequentados pelo cão, contato com outros animais, vacinação, duração dos sintomas e o estado geral do paciente.

Também pode medir a temperatura, auscultar coração e pulmões e observar o padrão respiratório, a hidratação e a presença de secreções.

Hemograma e outros exames de sangue podem ajudar a avaliar o estado do organismo e possíveis complicações, enquanto radiografias do tórax são úteis quando existe suspeita de pneumonia ou comprometimento pulmonar. Porém, esses exames não identificam sozinhos o vírus da influenza.

Para confirmar influenza canina, podem ser utilizados testes laboratoriais específicos. O Animal Health Diagnostic Center da Cornell University descreve o uso de PCR em amostras respiratórias e de testes sorológicos, sendo que o momento da coleta influencia a utilidade de cada método. Por isso, a escolha do exame deve ficar com o profissional que está acompanhando o caso.

Como é o tratamento de um cachorro gripado?

O tratamento depende da causa e da gravidade. Nos casos de influenza canina, o cuidado costuma ser principalmente de suporte: manter hidratação, alimentação adequada, repouso e conforto enquanto o organismo combate a infecção. Cães com complicações podem precisar de acompanhamento mais intenso ou internação.

Um ponto importante precisa ficar bem claro: antibiótico não trata o vírus da influenza canina. O Merck Veterinary Manual explica que antibióticos podem ser utilizados quando o veterinário identifica ou suspeita de uma infecção bacteriana secundária. A indicação, o medicamento, a dose e a duração dependem do paciente.

Medicamentos para controlar tosse ou outros sintomas também não devem ser oferecidos por conta própria. Dependendo do tipo de tosse e da presença de secreção pulmonar, suprimir o reflexo pode não ser apropriado. A decisão precisa considerar o exame do cão.

O que dar para cachorro gripado?

Em casa, ofereça água fresca e a alimentação habitual ou aquela orientada pelo veterinário. Se o pet estiver com pouco apetite, avise o profissional; não force alimentos nem improvise xaropes, antibióticos ou “receitas caseiras” como se fossem tratamento da infecção.

Nunca dê medicamento humano por conta própria. Paracetamol, ibuprofeno, descongestionantes e até medicamentos que às vezes são usados em medicina veterinária podem ser perigosos quando escolhidos ou dosados sem orientação.

Se a dúvida é sobre analgésicos e antitérmicos, leia também se pode dar dipirona ou paracetamol para cachorro e, principalmente, converse com o veterinário responsável.

O que fazer em casa quando o cachorro está gripado?

Nesse momento, o seu peludo precisa de atenção, repouso e acompanhamento. Os cuidados domésticos ajudam no conforto, mas devem caminhar junto da orientação veterinária, especialmente quando os sintomas são moderados, persistentes ou estão piorando.

  • Mantenha água disponível: observe se o cachorro continua bebendo e urinando normalmente.
  • Facilite o descanso: deixe o pet em ambiente confortável, ventilado e sem esforço físico desnecessário.
  • Observe a alimentação: perda de apetite importante ou prolongada merece contato com o veterinário.
  • Acompanhe a respiração: esforço para respirar, piora rápida ou mudança de coloração das mucosas exigem atendimento urgente.
  • Evite contato com outros cães: enquanto houver suspeita de doença respiratória contagiosa, suspenda creche, hospedagem, parque e encontros com outros pets.
  • Não compartilhe potes e objetos: higienize com frequência recipientes, superfícies e itens que entram em contato com secreções.

Outro ponto importante é o conforto térmico. O frio não causa influenza canina; a doença é causada por vírus. Ainda assim, um cão doente não deve passar desconforto.

Evite extremos de temperatura e adapte mantas, caminha e ambiente ao que o animal tolera. Se quiser aprofundar esse cuidado, veja como ajudar um cachorro com frio.

Também não existe uma proibição universal de banho baseada apenas no diagnóstico de “gripe”. Se o pet estiver debilitado, com febre ou muito desconfortável, o banho pode ser adiado para evitar estresse e queda de conforto térmico. A decisão deve considerar o estado do animal e a orientação do veterinário, em vez de uma regra fixa.

Quanto tempo dura a gripe em cachorro?

Nos quadros não complicados de influenza canina, muitos cães se recuperam em aproximadamente duas a três semanas, segundo o CDC e o Manual MSD de Veterinária. A tosse pode persistir por mais tempo em alguns pacientes, mesmo quando o estado geral já melhorou.

Esse prazo não deve ser usado como motivo para “esperar passar” quando o cão está piorando. A duração depende da causa do quadro respiratório, da intensidade dos sinais e da existência de complicações, como pneumonia ou infecção bacteriana secundária.

Se o cachorro continua sem comer, fica progressivamente mais abatido ou apresenta dificuldade para respirar, a reavaliação veterinária é indicada mesmo que ainda não tenham se passado duas ou três semanas. Veja também possíveis motivos para cachorro sem apetite.

Cachorro gripado passa gripe para humanos?

Até o momento, o CDC informa que não há casos registrados de transmissão dos vírus de influenza canina de cães para pessoas, e considera baixo o risco desses vírus para seres humanos. Isso ajuda a diferenciar a influenza canina da gripe sazonal humana: não são simplesmente a mesma infecção circulando entre tutor e pet.

Por outro lado, a orientação de higiene continua importante porque um cão com sintomas respiratórios pode estar com outro agente além de influenza. Lave as mãos depois de lidar com secreções, mantenha potes e superfícies limpos e procure diagnóstico veterinário quando o quadro não estiver claro.

Como evitar que a doença respiratória se espalhe para outros cães?

Como a influenza e outros agentes respiratórios se espalham com facilidade em situações de contato próximo, a prevenção começa reduzindo a exposição dos animais saudáveis a um cão doente. Isso é especialmente importante em casas com mais de um cachorro e em locais de convivência coletiva.

  • Evite levar o cachorro sintomático a creches, parques, hotéis, pet shops com convivência coletiva ou eventos.
  • Evite que ele compartilhe potes de água, brinquedos e itens contaminados por secreções com outros cães.
  • Limpe superfícies e objetos de uso frequente e lave as mãos após cuidar do animal doente.
  • Siga o período de afastamento indicado pelo veterinário, porque o tempo em que o cão apresenta tosse não é necessariamente igual ao tempo em que elimina o agente infeccioso.

Se houver vários animais na casa e mais de um começar a tossir ou espirrar, informe isso ao veterinário. O padrão de transmissão entre os pets é uma informação importante para a investigação clínica.

A vacina pode ajudar a prevenir gripe canina?

Existem vacinas contra cepas de influenza canina em alguns mercados, mas elas não são uma recomendação universal para todos os cães. A indicação deve considerar risco de exposição, circulação do vírus na região, estilo de vida e disponibilidade local.

As diretrizes de vacinação da World Small Animal Veterinary Association (WSAVA) tratam a decisão de vacinar contra influenza canina de acordo com risco de exposição, especialmente em cães que convivem frequentemente com outros animais.

Portanto, o melhor caminho é revisar a carteira de vacinação com o veterinário e perguntar quais vacinas são apropriadas para a realidade do seu pet.

Vacinação não substitui cuidados de higiene, observação de sintomas nem afastamento temporário de ambientes coletivos quando o animal está doente. Também não é recomendado decidir por conta própria aplicar uma vacina enquanto o cão apresenta um quadro agudo; o veterinário deve avaliar o momento adequado.

Quais doenças podem ser confundidas com um cachorro gripado?

Um cão tossindo, abatido ou com secreção nasal não necessariamente está com influenza. Por isso, em vez de tratar uma longa lista de “doenças de inverno” como se todas tivessem a mesma causa, é mais útil reconhecer alguns diagnósticos diferenciais que podem produzir sinais semelhantes e precisam de investigação própria.

Cinomose

A cinomose também é uma doença viral e pode começar com manifestações respiratórias, mas é uma condição diferente e potencialmente grave, capaz de envolver outros sistemas do organismo.

Manter a vacinação indicada pelo veterinário é fundamental. Se houver suspeita, aprofunde no nosso conteúdo sobre como tratar cinomose canina.

Pneumonia e infecção bacteriana secundária

A pneumonia pode surgir por diferentes causas e também pode aparecer como complicação de uma infecção respiratória. Febre alta, abatimento importante, dificuldade para respirar e piora do quadro são sinais que justificam reavaliação rápida. Nesses casos, radiografias e outros exames podem ser necessários.

Alterações das vias aéreas e outros problemas respiratórios

Nem toda tosse é infecciosa. Alterações de traqueia, brônquios, pulmões e outras estruturas também podem causar tosse, ruídos ou esforço respiratório. O histórico, o exame físico e os exames complementares ajudam a separar esses quadros de uma infecção viral.

Viu como um cão “gripado” pode precisar de uma investigação mais cuidadosa? Por isso, é essencial que os tutores estejam atentos às doenças de cachorro e seus sinais sem tentar fechar o diagnóstico em casa.

Quando é hora de levar o cachorro ao veterinário?

Se o seu amigo de quatro patas apresenta tosse, coriza, espirros ou queda de disposição, uma avaliação veterinária é a forma mais segura de descobrir a causa e orientar o tratamento. Procure atendimento com mais urgência quando houver alteração importante da respiração ou do estado geral.

  • Dificuldade ou esforço para respirar;
  • gengivas ou língua azuladas, acinzentadas ou muito pálidas;
  • prostração intensa, desmaio ou dificuldade para ficar em pé;
  • febre associada a piora do estado geral;
  • recusa persistente de água ou alimento;
  • tosse ou secreção que piora em vez de melhorar;
  • qualquer sinal respiratório importante em filhotes, idosos ou cães já debilitados.

O mais importante é não medicar o pet no escuro. Quanto mais cedo a causa for corretamente investigada, mais adequada pode ser a orientação para o seu peludinho.

Confira os nossos outros conteúdos disponíveis aqui no blog e saiba mais sobre cuidados, conforto e rotina para o seu CÃOpanheiro.

Como deixar seu pet mais confortável durante a recuperação?

Depois de cuidar da parte veterinária, um cantinho protegido e confortável pode ajudar o seu peludo a descansar melhor. Conheça algumas opções da Líder da Matilha para complementar a rotina de conforto do seu AUmigo.

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